11 abril 2012

A vida não é uma comédia romântica.


Essa vai para todas as garotas sonhadoras, românticas e cheias de expectativas. Há muito tempo venho observado o comportamento das mulheres – e de alguns homens também -, analiso os motivos do porquê de um relacionamento que parecia tão bem encaminhado, como fumaça se desfazer. Cheguei a várias conclusões, mas nenhuma que se encaixasse perfeitamente ao que gostaria de expressar aqui. E então hoje, colocando a mão na minha própria consciência, dando mil e uma reviravoltas em meus devaneios e textos antigos e perdidos guardados em uma caixa no fundo do meu guarda-roupa cheguei à conclusão: A nossa vida não é uma comédia romântica. Lamento desapontá-las.
Todos aqueles milhões de livros da Meg Cabot ou filmes da Bridget Jones encontrando o par perfeito dela depois de as coisas darem tão errado na vida... É, não vai rolar.  O máximo que pode acontecer é você acabar de pijama, com um pote de sorvete ao lado e cantando All by myself desesperadamente.  Não quero ser pessimista e muito menos dizer que vocês nunca encontrarão alguém para dividir momentos. Muito pelo contrário: vocês vão encontrar, mas diferente do que pensam, ele não será o Mr Darcy, o Michael Moscovitz ou até mesmo aquele vampiro que se tornou tão famoso graças aos milhares de exemplares da obra da Stephenie Meyer vendidos pelo mundo inteiro.  O mal da maioria das mulheres é achar que aquele bonitão que se parece com algum ator maravilhoso vai ser o amor delas para o resto de suas vidas. Ou que pelo menos ele parecer ser o cara ideal no momento por suprir sua carência.  E então elas descobrem que o príncipe encantado é um baita canalha – porque na vida real, os tão esperados príncipes encantados são canalhas -  e o pior de tudo é que elas pensam que ainda podem mudar esse canalha, não dando bola para a quantidade de chifres  colocados em suas cabeças sonhadoras. E isso não muda, porque apesar das decepções, os livros, filmes, novelas, séries e o caramba a quatro que costumam ocupar a mente feminina no cotidiano moldam a imagem de um companheiro perfeito e que por mais que as coisas tenham dado errado durante todo o processo de “enrolação”, por mais que o cara demonstre ser um completo imbecil... No final, a personagem supera todas as dificuldades e volta para os braços de seu amado. Porque, ah, é o amor... O amor ultrapassa todas as barreiras.
Vão catar coquinho em uma ladeira.
Eu tenho uma novidade para vocês: na vida real, é, a vida real sabe? - Aquela na qual em um dia de chuva um ônibus vai passar por uma poça de água a toda velocidade e te dar um banho dos bons, anulando totalmente o trabalho do guarda-chuva e não vai ter aquele cara gentil e cavalheiro para oferecer o casaco dele e um café na padaria do outro lado da rua enquanto vocês conversam sobre a vida como quem não quer nada e de repente muda a cena e vocês estão em um altar trocando alianças ao som da mesma música que tocou no casamento de seus pais – Bem, na vida real... Vocês tem que lutar pelo que querem, tem que aceitar que nem sempre aquele clone do Ian Somerhalder vai ser o cara ideal, aceitar que nem todos os relacionamentos dão certo e antes de pensar em gostar de outra pessoa, devem gostar de si mesmas. Se colocar em primeiro lugar, porque aí sim as coisas vão começar a funcionar corretamente. Ah e lembrem-se sempre: a vida não é uma comédia romântica em que vocês receberão flores a cada briga feia como pedido de desculpas. Na verdade, se tiverem tantas brigas talvez ele nem olhe mais na sua cara no final das contas. E então? Coloquem em prática o amor-próprio que, no meu ponto de vista, vale mais que o amor de qualquer homem. Real ou não. 

Um comentário:

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